domingo, 9 de maio de 2010

Procura-se por filhos


Por Karina Costa

Simone não vai trazer o presente da mãe Josenilda neste domingo, dia 9 de maio. Josenilda Pinho não vai esquecer todos os 26 dias das mães que passou com a filha. Mas a professora cansou de esperar que a filha voltasse da viagem de férias à Chapada Diamantina e foi em busca da jovem. Jamais descansou nessa procura, como não descansam outras tantas mães que viram seus filhos saírem, mas não os viram voltar. Foram engolidos pelo mundo.

Em 16 de junho de 2000, Simone Pinho, 26, foi para Lençóis. Um homem interrompeu sua trajetória e enterrou seu cadáver, deixou a mãe da moça a procurar por sinais de vida ou de uma indesejável morte, por cinco anos. Abril de 2005, esse homem aparece no “Fantástico”, José Vicente Matias, preso e réu confesso de seis homicídios, entre eles de uma moça da Bahia. Em 2005, Josenilda encontrou a ossada da filha perto do rio Ribeirão de Baixo. Simone havia sido morta, enquanto fazia trilha. O enterro “de verdade” só ocorreu no dia 24 de março de 2006, era fim de uma história triste.

Durante esses cincos anos, 1. 825 dias, Josenilda Pinho foi à Polinter procurando quem pudesse ajudá-la. Os órgãos públicos não foram eficientes, alegaram que Simone não era mais uma criança e que não tinham o que fazer. Para a mãe, não faltou vontade e força para descobrir o que havia acontecido com a filha. Sobrou tristeza, que até hoje faz parte da vida de quem viveu a saga de procurar por filhos desaparecidos.


“O Movimento Simone Pinho virou minha vida” , Josenilda Pinho

Em 10 setembro de 2002, depois de ser vice-presidente do Mães do Brasil, organização que ajuda na procura por desaparecidos, com sede no Rio de Janeiro, Josenilda funda o Movimento Simone Pinho em Salvador. A Ong tem 3.028 desaparecidos cadastrados. São mães que procuram filhos e filhos que procuram mães, pais, irmãos. Com quase oito anos de fundação, foram 648 localizados, como eles são tecnicamente chamados. Mas que quem viveu não sabe nomear a sensação desse reencontro.

As histórias desses poucos mais de 3 mil desaparecidos, são semelhantes: Osvaldo Costa, 33, saiu de casa dizendo dizendo que iria para Salvador e não mais retornou. Como não retornou Edson Menezes, 21, que foi para o bairro de São Tomé de Paripe fazer biscate e menina Emeli Carolino, 14, que saiu dizendo que ia para escola. Os cartazes de ruas não dizem nada da angústia daqueles que os procuram, não falam de Lindinalva mãe de Osvaldo, nem da procura de Maria Nilza por Emeli. Deixam apenas telefones que insistem em não tocar.

Mãe e Professora

Vera é Mãe e Professora
Por Moisés Costa Pinto
Colaborou Mariana Dias
Toda mãe é uma professora de alguma forma. Umas ensinam o filho a andar, a falar, lavar a louca, a cozinhar, a amarrar os cadarços do tênis. Outras chegam até a ajudar nas tarefas escolares dos seus pequenos pupilos. E quando uma mãe também é professora, o que acontece?

Este é o caso da Professora e Mãe Vera Passos, 51. Vera lecionou matemática, português e inglês por 25 anos e tem dois filhos jovens: um de dezesseis e uma de doze. “Li a autobiografia de Jane Fonda e ela dizia que para uma das coisas mais importantes da vida ninguém dava curso pra gente, que é ser mãe”, argumenta. Ela considera ser uma das profissões mais difíceis de todas, ser mãe. “Ser mãe é como ser professor, porque você planeja as aulas e elas não são como deveriam ser”, completa.

Vera conta que seus filhos não gostam de estudar e tentam fugir da mãe professora a todo custo, mas sempre acabam pedindo ajuda em ultimo caso. “Às vezes, sou chamada a ser professora dos meus filhos, ai eu sou um fracasso total”, confessa. Vera afirma que paga um professor particular para seu filho aprender matemática, assunto quer ela ensinou por quase toda vida. “É um suplicio ver aquilo, fico agoniada”, revela.

Já para Marcos Costa, 16, aluno do segundo grau, é muito complicado para ele ter uma mãe professora em casa. “Às vezes ela é mais mãe, às vezes mais professora”, revela. Marcos diz que também já negou a ajuda de sua mãe muitas vezes. “Mas, hoje em dia, eu peço ajuda dela para resolver meus problemas, quando não consigo aprender em sala de aula”, diz.


sábado, 8 de maio de 2010

Mamãe sem lar

Sábado, 8 de maio, véspera do dia das mães. Como aconte em todos os anos, o comércio estava agitado, os shoppings lotados e as filas das lojas intermináveis. Neste mesmo dia encontramos sentada em uma calçada da Avenida Paulo VI, Ana, uma jovem de 35 anos que é mãe de três filhos. O mais velho tem 4 anos e o mais novo ainda não completou 1.

Ana conta que nasceu no interior da Bahia e foi morar nas ruas quando seu marido faleceu. Não tendo como pagar aluguel e sem parentes na cidade, após algum tempo na casa de conhecidos, acabou optando por morar nas ruas.Como meio de sobrevivência, ela, os filhos e o atual companheiro catam lixo nas ruas.

Para Ana o lixo é a sua fonte de renda: procura produtos pra vender, principalmente ao ferro velho e restos de comida para toda a família.
Questionada sobre o dia das mães, ela diz que tem saudades dos tempos que sua mãe era viva, e que se pudesse escolher um presente, ia querer uma casinha, pra criar os filhos, porque é muito difícil “ver os filhos sentirem fome e não ter pra dar de comer todos os dias. Ninguém merece ter uma ‘sorte’ como esta”.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O Dia das Mães de mulheres que têm filhos hospitalizados.


Existem mulheres que são capazes de deixar família, marido, emprego e abdicar da sua vida em nome de um amor incondicional, o amor de mãe.

Muitas mães de crianças que nasceram ou desenvolveram doenças graves e não têm previsão para sair de hospitais acabam compartilhando 24 horas por dia a agonia dos seus filhos. São as chamadas mães de UTI.


Para estas mães essa dedicação, esse carinho dedicado aos filhos é uma maneira de amenizar o sofrimento deles. Muitas são as mães que irão passar o dia das mães na UTI . Para a psicóloga Adriana Gonçalves, “essas mulheres são mães de uma forma diferente. Elas têm que manifestar esse amor na sua plenitude, vinculado ao conhecimento da patologia do filho, da história dessa criança, que vai viver em uma UTI talvez a vida toda”.


Muitas dessas mulheres praticamente vivem no alojamento dos hospitais, onde trocam também experiências. Existem hospitais onde o espaço é humanizado, possuindo uma decoração especial e sendo equipado com brinquedos. A idéia é dar aconchego e por isso, alguns hospitais já pensam também na construção de alojamentos com quartos individuais onde as mães possam ter um pouco mais de conforto.


Por Taisse Abreu

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Avó; personagem principal no dia das mães.


No dia das mães muitas famílias fazem sua programação baseadas não nas vontades das mães e sim na das avós, já que as mães também precisam passar esse dia com suas mamães.

Com o aumento da expectativa de vida nossas mães, avós e até bisavós estão vivendo cada dia mais e atualmente a decisão das crianças, adolescentes e jovens sobre como e onde passar o dia das mães depende não da vontade de suas próprias mães, mas dos desejos de suas avós.

" Todo ano eu e meus filhos passamos o dia das mães com minha mãe (D. Inah, 82 anos), assim como meus 10 irmãos e seus filhos, meus sobrinhos. Ao todo somos quase 100 pessoas, entre filhos, netos e bisnetos e nos reunimos onde minha mãe escolhe, geralmente na casa de minha irmã mais velha.", conta Luiza Inah, bibliotecária, 43 anos.

Para não deixar a avó paterna de lado alguns se dividem no dia das mães para visitar as duas avós. “Nos dias das mães eu vou geralmente pra casa de minha avó por parte de mãe. As vezes eu vou almoçar na casa dela e jantar na casa de minha outra vó, porque minha avó materna faz a comemoração no jantar.”, diz Pedro Sales, estudante, 13 anos.

Uma solução encontrada é reunir as famílias, o que com as família cada menores, com menos membros torna-se também uma alternativa cada dia mais comum. “As vezes chamo a avó de meus netos mais novos pra passar o dia das mães aqui em casa, é uma maneira de juntar as família.”, afirma Eliza Maria Vidal, aposentada de 68 anos, mãe de quatro filhos homens e que por isso precisa esforçar-se para passar o dia das mães em companhia dos netos.

O dia das mães é também o dia das avós e será cada vez mais devido ao aumento da expectativa de vida. Talvez seja por isso que se costuma dizer que avó é mãe duas vezes.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Qual a origem do dia das mães?


Os primeiros relatos que se têm sobre o dia das mães remontam à Grécia. Os gregos homenageavam anualmente a titã Réia, esposa de Cronos. Ambos, Réia e Cronos, eram filhos de Urano e Gaia, e tinham mais dez irmãos. Na mitologia grega, um oráculo avisa a Cronos que seu filho mais novo o trairá e o destituirá do poder, como o próprio Cronos havia feito anteriormente com seu pai Urano. Temeroso, ele começa a engolir todos os seus filhos tão logo nasçam.
Não querendo ver a destruição de toda sua prole, Réia manda Zeus, o sexto deles, para a ilha de Creta, substituindo-o por um boneco de pedra que Cronos engole no lugar do filho. Em Creta, Zeus é criado pelas criaturas conhecidas como Dáctilos. Já adulto, o líder do panteão grego abre a barriga de Cronos e tira de lá seus irmãos Hera, Poseidon, Hades, Deméter e Héstia, com a ajuda dos quais bane os titãs para o Tártaro.
As homenagens a Réia aconteciam com a chegada da primavera, e eram marcadas por presentes e oferendas. Cibele, correspondente a Réia na mitologia romana, também era homenageada. As festas em honra a ela ocorriam sempre entre 15 e 18 de março, e duravam três dias.
No ocidente cristão, embora muitos historiadores encontrem a origem do dia das mães nas homenagens e celebrações à Virgem Maria, especialmente em certos ritos e novenas medievais em tributo à Nossa Senhora durante períodos bem específicos do ano, é certo que a primeira comemoração moderna semelhante ao Dia das Mães como o temos hoje se dá no Mothering Day inglês do século XVII. O Mothering Day, que ocorria sempre no quarto domingo da quaresma, era dedicado às mães das operárias inglesas, que tinham folga nesse dia, e marcado por tradições bem parecidas com as atuais, como a feitura de bolos (chamados de mothering cakes) e a entrega de presentes durante a missa.
Nos Estados Unidos, a escritora Julia Ward Howe, autora do Hino da Batalha Republicana (uma canção patriótica muito popular durante a Guerra Civil Americana reinterpretada por diversos artistas ao longo do século XX) sugeriu já em 1872 a criação de uma data para homenagear as mães. Em 1904, Anna Jarvis, jovem norte-americana cuja mãe havia prestado serviços comunitários durante a Guerra Civil, entrou em depressão após a morte de sua mãe. Suas amigas e vizinhas, tocadas pela sua dor e sofrimento, começaram uma campanha pela criação de um feriado nacional em homenagem à mãe de Anna, que se juntou às amigas na campanha, apenas sugerindo a mudança de que ela deveria ser feita em prol da criação de um feriado para todas as mães.
Em 1914, dada a repercussão gerada pela empreitada dessas mulheres, o Congresso aprovou um projeto de lei, mais tarde oficializado pelo então presidente Woodrow Wilson, que decretava o dia 9 de Maio como feriado de dia das mães (por coincidência, esse ano o dia das mães cairá nos Estados Unidos, onde hoje também é comemorado no segundo domingo de maio, nesta mesma data).
Depois da criação da data nos EUA, não demorou muito para que diversos outros países criassem seus próprios feriados de dia das mães. No Brasil, o segundo domingo de maio foi decretado como dia das mães por Vargas em 1932. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, então arcebispo do Rio de Janeiro, incluiu a data também no calendário da Igreja. A partir daí, não tardou para que o feriado adquirisse, na maioria dos países onde passou a existir, um caráter comercial muito forte. Isto desagradou a própria Anna Jarvis, que na década de 20 do século passado, criou a Associação Internacional do Dia das Mães e começou a fazer, ao lado da irmã, campanha contra o feriado (ou contra o que ele havia se tornado). Ambas morreram pobres, gastando o dinheiro da herança da família nessas campanhas.
Os países árabes têm sua própria versão do dia das mães, o comemorando em geral no dia 21 de Março. Os países africanos também possuem versões do feriado, adaptadas em geral das nações pelas quais foram colonizados no final do século XIX e início do século XX. Anteriormente a esse período, havia uma série de comemorações a deusas mãe e mesmo às mães como um todo em algumas tribos da África, mas a maior parte dessas tradições foram abandonadas com a colonização.
Em diversos países, o feriado ocorre em datas “menos arbitrárias”, por assim dizer, tendo lugar em dias significativos para as mulheres ou mães daquele país, como é o caso da Bolívia, onde o dia das mães é comemorado em 27 de Março por conta da Batalha de Coronilla, ocorrida onde hoje fica a cidade de Cochabamba durante a idependência do país, na qual mulheres combatentes foram massacradas pelos exércitos espanhóis.
Hoje, o dia das mães é comemorado no mundo inteiro, e algumas tradições, como os presentes e as flores, se internacionalizaram. O feriado, antes marcadamente ocidental, tem inclusive ficado popular em alguns países onde até recentemente sequer existia, como a China e Bangladesh.

Por João Araújo.

Famílias com duas mães

Já se foi o tempo em que o dia das mães era comemorado apenas entre as famílias com mães heterossexuais. Em alguns países e inclusive no Brasil a lei da adoção permite que crianças sejam adotadas sem referências à orientação sexual dos futuros pais e mães. Por isso, no próximo domingo muitos filhos e filhas comemorarão o dia das mães com duas mães.

Entretanto, essas mães ainda são obrigadas a passar pelo preconceito de juízes - que acham que a adoção de crianças por um casal gay é uma espécie de atentado à integridade moral do menor -, família e amigos dos filhos.

Apesar da ciência ter anunciado que não existe diferença na formação de uma criança criada em uma família homossexual, de acordo com estudo publicado no American Journal of Orthopsychiatry e Journal of Lesbian Studies, em 2008, o preconceito ainda existe. Segundo o estudo, as crianças sofrem muito mais com a questão da discriminação dos amigos e conhecidos do que com alguma interferência negativa em sua criação.

“Os dados deste estudo concluem que as crianças que cresceram em famílias formadas por duas mães são saudáveis, felizes e ativas”, disse a Dra. Nanette Gartrell, uma das responsáveis pelo estudo. “Essas mães criaram um ambiente de amor e seguro onde seus filhos puderam crescer e prosperar”.

Quando contar?

Um grande dilema das mães lésbicas é se devem e quando devem ou não contar para os filhos que são lésbicas. O medo que a discriminação sofrida por elas seja transmitida aos filhos é o principal motivo para que as mães escondam de todos a homossexualidade.

Lúcia Facco escreve em seu blog, Parada Lésbica, sobre esse dilema:
“Sempre tive a preocupação com o fato de meu filho vir a sofrer preconceito por minha causa, por uma “escolha” de vida minha. Contudo, depois de muitos anos, eu cheguei à conclusão que isso faz parte do aprendizado da vida dele. Ele (agora com 15 anos) chegou para mim no outro dia e disse que não tem o menor problema em relação a isso. ‘Se algum colega se afastar de mim por conta disso, não merece ser meu colega.’” .

De acordo com os psicólogos, o ideal é que os casais contem para seus filhos sobre a homossexualidade quando as crianças completarem seis anos. Esperar que eles cheguem a adolescência pode causar graves problemas; principalmente se a criança ou adolescente fica sabendo da orientação sexual dos pais pelos outros.

Últimas decisões

No mês de abril, no Reino Unido, duas britânicas foram reconhecidas legalmente como os pais de uma criança concebida por uma delas a partir de inseminação artificial.

Já aqui, alguns políticos ainda reproduzem o preconceito. Recentemente, um projeto de lei do pedagogo e deputado federal Zequinha Marinho (PSC-PA) quer impedir a adoção de crianças por gays. (Clique aqui)

Na semana passada, em decisão inédita, o STJ reconheceu a legalidade da adoção de crianças por um casal homossexual de Bagé. Com a decisão, as duas crianças adotadas pelo casal de lésbicas receberão o nome das duas mães.

Parto na água não é para peixe


Há tempos atrás, o parto normal era a única opção para as mamães. Uma cesariana era tida como algo complexo e extremamente perigoso para a gestante e o bebê, e realizado somente em casos de risco. O avanço da medicina trouxe benefícios e maus hábitos para o campo. O parto cirúrgico passou a ser visto como um modo confortável e indolor, certamente cercado por mitos, os quais, para alguns médicos, levaram à banalização da prática. Para outros, cada forma de dar a luz é cercada por vantagens e malefícios, que devem ser avaliados tão somente pela mãe, quem deve decidir o que é mais confortável e seguro para si mesma.

Deixando para o passado a discussão feijão-com-arroz sobre o assunto, o que vem sendo, por diversos meios, cada vez mais comentado, é o parto na água. A discussão foi obviamente potencializada após a Top Model Gisele Bundchen anunciou ter aderido à prática.

No mundo inteiro, cada vez mais mulheres têm procurado formas alternativas para dar à luz. No Brasil, embora as mulheres tenham começado a demonstrar mais interesse pelo assunto, são ainda poucas as opções de partos mais naturais que são oferecidas. No serviço particular, cerca de 80% dos partos são cesáreas. Dos 20% normais, quase todos são feitos com a mulher deitada, anestesiada, dentro de centros cirúrgicos.

O parto na água é uma modalidade de nascimento onde a mulher fica dentro da água durante o período de expulsão. A água é aquecida a 36ºC, o ambiente geralmente fica à meia luz e o pai ou acompanhante pode entrar na banheira com a futura mãe. Na água, sente-se menos dor e quase nunca há necessidade de intervenções. O ambiente aquático cria uma pressão igual em todas as partes do corpo e por isso a mulher sente menos pressão no abdômen e no útero durante as contrações.

A modalidade tem sido visto como a forma mais “natural” de trazer a criança ao mundo, já que ela é expelida pela mãe dentro do meio aquoso, exatamente como estava no útero, como um modo de transição do meio uterino para o exterior. Por isso, esses nascimentos costumam ser muito suaves e calmos. Muitos bebês sequer choram quando são trazidos à tona para o colo de suas mães.

Alguns médicos alegam que esse parto não é seguro, porque o bebê pode aspirar água. Na verdade os registros de incidentes nos partos aquáticos são muito raros e comparado com partos na mesa ginecológica o parto na água não perde em segurança, mas ganha em qualidade do nascimento.

Além da utilização da água, existem diversos outras formas de tornar o momento de dar a luz mais natural e menos traumático para a mãe e o filho. O parto de cócoras, utilizado nas tribos indígenas ou o parto domiciliar, que reduz o risco de infecções podem ser boas alternativas. Dentre verdades e mentiras, a única opção imutável é a escolha da futura mamãe para cada detalhe do momento mais aguardado dos últimos nove meses.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

As vidas digitais das super mamães blogueiras

Há quem diga que toda mãe é igual, só muda o sotaque e o endereço. Hoje, entretanto, com a massificação da internet e das mídias sociais, o endereço das mamães é virtual. A possibilidade de procurar respostas e encontrar experiências reais compartilhadas na internet é algo que chama atenção das navegantes de primeira viagem.

Aproveitando o contexto, o centro de pesquisa Nielsen Online, organizou nos EUA o seminário The Digital Lives of Power Moms (As vidas digitais das super mães), para discutir o fenômeno das mães na internet. Segundo o Nielsen, cada vez mais as mães usam, a internet para a troca de experiências e, também, promoção de marcas e produtos. De acordo com a consultoria da Mom Central, cerca de 75 milhões de mães nos EUA, são responsáveis por 85% das decisões e compras em seus lares, gastando US$ 2 trilhões por ano.


Mães Blogueiras de Salvador

No caso de um grupo de mães de Salvador, a internet virou um ambiente de sociabilidade. A iniciativa começou como um grupo de discussão e, com o passar do tempo, virou um blog chamado "Mães blogueiras de Salvador" - www.maesblogueirasdesalvador.blogspot.com - espaço que reune dicas, crônicas e registros de encontros feitos por algumas mães soteropolitanas. Essa troca de "posts" na rede, potencializada pelas novas tecnologias, torna possível que mães de toda a cidade posssam compartilhar suas experiências sobre o dia-a-dia do universo materno.

Em um post no blog Viagem de Bruno- www.viagemdebruno.blogger.com.br -, a mãe e blogueira Valdilene, uma das blogueiras do grupo de Salvador, expressa um pouco da importância que os blogs ganharam em sua vida:

"Este blog aqui é o meu xodó... gosto de voltar aos post anteriores, quando ainda estava grávida, de reler as descobertas e todo o crescimento dos meninos... Leio tanta coisa que já nem me lembrava e passo pra eles as informações daqueles primeiros tempos... Mas enfim, estou em outra página, site, sítio... Criei o Paranóias... Aqui jamais será esquecido, apenas hibernará um pouco... Sei que vou sentir saudade e vou voltar, sempre... sempre..."







sexta-feira, 30 de abril de 2010

"O avental todo sujo de ovo"


Atenção turma: Segunda e quarta faremos postagens temáticas.

Assunto: Dia das Mães. Explorar comércio e informações pertinentes. Se possível, façam fotos.

abs.

chicoaraujo

terça-feira, 27 de abril de 2010

Facom recebe audiência pública que discutirá implementação do Conselho Estadual de Comunicação

Na próxima quarta-feira (28), a partir das 14h, acontecerá no auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/UFBA) a primeira audiência pública que discutirá a proposta de implementação do Conselho Estadual de Comunicação.

A proposta vem sendo discutida por um Grupo de Trabalho (GT) formado por 4 representantes do poder público, 2 representantes da sociedade civil, e 2 representantes do setor empresarial desde o início de janeiro. O GT foi formado através de decreto estadual e assinado em novembro de 2009 pelo governador Jacques Wagner.

A regulamentação dos conselhos de comunicação, seja em âmbito nacional, estadual ou municipal, sempre apareceram como uma das prioridades do movimento pela democratização da comunicação. E isto ficou ainda mais explicito durante a realização da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), no ano de 2009, em que a criação desses instrumentos aparecem em lugar de destaque dentro das resoluções aprovadas. 

Segundo Daniela Rocha, coordenadora executiva da Ong CIPÓ Comunicação Interativa e integrante do GT, isso é fruto da vontade que o tema da democratização da comunicação entre em pauta na sociedade, a partir da sua inclusão nos espaços construídos pela democracia participativa, como as conferências e os conselhos de direitos. “Pra mim, o primeiro papel que os conselhos cumprem é realizar o controle público,e como uma forma de a sociedade civil poder, efetivamente, participar das políticas públicas”, aponta Daniela. 

O conselho serviria, então, como órgão consultivo, normativo, fiscalizador e, em alguns casos, deliberativo no que se refere às políticas de comunicação do estado, política esta que, certamente, ainda precisa ser melhor estruturada, haja vista que a Bahia sequer possui a estrutura de uma Secretaria de Comunicação.

Sivaldo Pereira, membro do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social – e que vem acompanhando a discussão do Grupo de Trabalho aponta que duas questões que devem ser levadas em conta na sua estruturação: “primeiro, ele tem de ter poder de discutir e deliberar coisa, e o segundo é a legitimidade do conselho. Ele pode ter poder, mas se seus membros forem indicados pelo Estado, não vai servir pra nada”. 

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Cabaré Total apresenta Palhantes Dançassus



Dirigido por um grupo de artistas de Salvador, o Cabaré Total é um verdadeiro show de variedades. O espetáculo é constituido por diversos artistas de diferentes modalidades que levam para o público suas experimentações acerca de um determinado tema. As apresentações acontecem toda última sexta-feira do mês, sempre com uma temática diferente e muitas surpresas para a platéia.

Neste mês o Cabaré Total acontece no dia 30 de abril, às 20 horas, e faz uma homenagem especial ao mês da dança. Nesta edição o tema será “Palhantes Dançassus” e traz desde palhaços acrobatas a Drag queens em uma apresentação prá lá de engraçada. Sempre com uma proposta inusitada, um dos pontos fortes das apresentações é o improviso e a interação com o público.

Em clima de brincadeira e muita festa o Cabaré Total procura resgatar a cultura popular do cabaré, forma preferida de entretenimento do século XIX, no qual as casas noturnas se tornavam palco para diversos tipos de apresentações artísticas.

O cabaré acontece toda última sexta-feira do mês, às 20h, no Café-Teatro Sitorne no Rio Vermelho. E neste mês tem uma promoção especial: quem disser o nome de algum artista que irá se apresentar paga meia entrada. Os Ingressos custam R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia. O espetáculo é indicado para crianças acima de 18 anos.


Sarah Corral

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Kylie Minogue anuncia lançamento de novo disco para julho


A cantora Kylie Minogue anunciou em seu site oficial que lançará um novo álbum no segundo semestre. ‘Aphrodite’ (foto da capa ao lado) deve chegar às lojas no dia 5 de julho, uma semana depois do lançamento do primeiro single ‘All The Lovers’.

"O single foi uma das últimas faixas compostas para o álbum. Quando eu o estava gravando, sabia que 'All the Lovers' tinha de ser o primeiro. Ele condensa a euforia do álbum perfeitamente", disse a cantora no comunicado.

O álbum é o décimo primeiro gravado em estúdio por Kylie e vem na esteira do sucesso de X (2007) e seus faixas dançantes, como ‘In My Arms’ e ‘2 Hearts’. Na lista de compositores do novo disco - além de Kylie - estão Stuart Price, Calvin Harris, Jake Shears, Nerina Pallot e Keane TIM Rice-Oxley.

Para Stuart Price, ‘All The Lovers’ resume o que o álbum é porque mostra Kylie Minogue fazendo o seu melhor quando se trata de pop dance. A lista de faixas e outros detalhes serão divulgados em breve, segundo a musa australiana.

Confira abaixo o trecho do primeiro single 'All The Lovers':




Por Ítalo Oliveira

A febre Farmville

Por Marileide Alves


As chamadas redes sociais viraram febre no mundo e no Brasil. A maior
prova disso é que os brasileiros são os maiores usuários do Orkut no
mundo, rede social da Google, mais de 50 milhões de usuários. Mas, no
último ano vem crescendo o numero de brasileiros que vem se tornando
usuários de um aplicativo do Facebook, outra rede de relacionamento,
o Farmville. Esse vem se tornando uma febre mundial e brasileira, com
mais de 100 milhões usuários.
O jogo online Farmville (fazenda virtual, também conhecido como
Fazendinha), que foi lançado em 19 de junho de 2009, pela empresa
Zynga. Um aplicativo bem feito e colocado na maior rede social do
mundo, que conta hoje com mais de 450 milhões de usuários, Facebook.
Pode-se afirmar que o principal motivo do crescimento do Facebook no
Brasil foi, justamente, o Farmville.

Para ser um adepto do Farmville é necessário criar um avatar de
fazendeiro (a) e tomar conta da fazenda, plantando e criando animais.
O jogo permite que os membros Facebook administrem uma fazenda
virtual de plantio, cultivo e colheita das culturas virtual e árvores, e
criação de gado.

Ter fazendeiros vizinhos é essencial no aplicativo. Isso, para trocar de
ajuda e presentes, os chamados Gifs. Isso o ajudará a ganhar moedas,
animais e itens exclusivos. Sendo que a necessidade de retornar ao jogo
e as várias novidades, enfeites e itens comemorativos torna o jogo cada
vez mais viciante.

Farmville, um aplicativo, que só perde para o Twitter, micro blog mania
de artistas e publicitários.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Gilberto Gil e Targino Gondim anunciam turnê de São João


Em parceria com a produtora Toca pra Nós Dois, a Maurício Pessoa Produções já começou a organizar a agenda nacional de shows de São João dos artistas Gilberto Gil e Targino Gondim. As turnês de cada um terão trajetórias independentes, mas eles se cruzarão algumas vezes no mesmo palco. Isso porque o ano de 2010 marca os 10 anos da música “Esperando na Janela”, de autoria de Gondim e sucesso na gravação de Gil para o filme Eu, Tu, Eles. A música já ganhou o Troféu Caymmi e também o Grammy de “Melhor Canção Latino-Americana”.

Depois de anos longe dos palcos de festas juninas, Gil volta a se apresentar no São João em parceria com Targino Gondim. Na linha direta dos maiores nomes do Baião – Luiz Gonzaga, Hermeto Pascoal, Humberto Teixeira, Dominguinhos – Targino aponta para a preservação desse ritmo musical que, ao lado do samba, se constitui na grande dinastia musical brasileira. Para essa turnê de comemoração, Targino elaborou um repertório que visita os melhores momentos dos seus 15 anos de carreira, bem como os clássicos do forró pé de serra.

Conhecido como Sanfoneiro de Ouro, Targino Gondim mantém seu engajamento sincero em prol da música nordestina, alavancando o forró tradicional por todo o Brasil. O show de lançamento nacional das turnês de Gilberto Gil e Targino Gondim será no Rio de Janeiro, dia 29 de maio, e uma grande quantidade de apresentações acontece na Bahia.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O Inimigo do Melhor Amigo


Quantas pessoas ainda se sentem chocadas ao ver um ser humano abandonado, sem lar e revirando restos de lixo pelas ruas da cidade? Diante do absurdo, poucos, talvez. E quantos realmente observam a quantidade de animais que vagam pelas ruas, sofrendo todos os tipos de maus tratos e abusos? Ainda menos, infelizmente.

Por não concordar com essa triste realidade que Carmine Linhares fundou, há quase 13 anos, o abrigo São Francisco de Assis, localizado no bairro de Paripe, em Salvador. O local é filiado à ABPA – Associação Brasileira Protetora dos Animais, fundada em 1939 por um grupo de pessoas que já naquela época se preocupavam com o número de bichos nas ruas da cidade. Quando Dona Carmine faleceu, os cerca de mil metros quadrados que compõem o abrigo, foram entregues aos cuidados dos outros voluntários que cuidavam do espaço, e atualmente está sob o comando da advogada Patruska Barreiro.

Hoje em dia são acolhidos 385 animais, sendo 350 cães e 35 gatos. Esses números variam de acordo com as adoções feitas e das mortes ocorridas. Diversos animais são resgatados pelos voluntários após serem mau tratados e abandonados nas ruas, e, alguns são simplesmente deixados na porta do abrigo, dentro de caixas de papelão ou amarrados na porta. Tantos bichinhos ficam aos cuidados de apenas quatro funcionários, sendo que destes, somente um dorme à noite para vigiar e cuidar dos animais.

Ao chegarem ao novo lar, os cães e gatos são colocados em uma espécie de quarentena para avaliação veterinária. Após esse período, eles são levados ao canil que melhor se encaixe em seu perfil. Os mais agressivos ficam num local separado, assim como fêmeas e machos. A idade também é relevante: os mais velhos vivem juntos e os filhotes vão para a maternidade para que fiquem perto das fêmeas paridas. Tudo meticulosamente planejado para que tenham mais qualidade de vida e deixem para trás os tristes dias de fome e maus tratos.

Segundo Linda Porto, voluntária do abrigo há dez anos, os animais que são recebidos já passaram por diversos tipos de trauma, e por isso precisam e merecem toda a assistência. Para ela, entre as causas do descaso com os “hóspedes”, está a falta de ações eficazes que julguem e punam os autores destas barbáries: “também falta conhecimento e educação da população sobre os direitos dos animais. As pessoas acham que eles podem ser descartáveis. Quando há um problema, como uma doença ou desajuste emocional, simplesmente os abandonam”, afirma.

Para garantir que o animal não passe por situação semelhante, existe toda uma explicação sobre os cuidados e responsabilidades que agregam a adoção. Os futuros donos assinam um termo de responsabilidade, onde fornecem seus dados e se comprometem a ter uma posse responsável, ou seja, abrigar, zelar e tratar o novo amigo com dignidade.

As feiras de adoção são realizadas mensalmente e o abrigo é um ponto constante para quem quer encontrar um novo cão ou gato. Basta assinar o termo, e eles saem de lá vacinados, vermifugados e saudáveis, bem diferentes do modo em que chegaram. Caso não haja sucesso na adaptação à nova vida, o abrigo continua de portas abertas para recebê-los de volta.

Apesar da boa vontade de quem ajuda, o São Francisco de Assis atravessa constantes dificuldades para “respirar”. Mesmo diante da quantidade de animais que acolhe, não há nenhum suporte por parte dos órgão públicos para ajudar com as despesas do abrigo, que vive apenas de doações de simpatizantes da causa animal, voluntários e cerca de 200 associados. O local vive correndo o risco de fechar as portas, e segue “matando um leão por dia”.

Tantas dificuldades poderiam ser evitadas com ações simples e conscientes. “Faço do amor e respeito aos animais um objetivo e ideal de luta”, reafirma Linda. Para que casos tão perversos não se repitam, o respeito ao próximo deve ser colocado em primeiro lugar, seja o próximo, neste caso, um gato, cachorro, passarinho ou lagartixa. A população, ao decidir acolher um novo animal de estimação deve vê-lo como um ser sensível, uma forma de vida, e não um objeto a ser exposto e descartado de forma irresponsável.

Quem quiser ajudar o abrigo, pode depositar qualquer quantia nas contas da ABPA:
1 - Banco Bradesco - Agência 3557-2, Conta Poupança 503.091-9
2 - Banco do Brasil - Agência 4278-1, Conta Corrente 90517-8

Para mais informações – contato@abpabahia.org.br ou visite o site - www.abpabahia.org.br

Pré-candidatos recorrem ao Twitter para se aproximarem dos eleitores


Na eleição desse ano, além de acompanhar os candidatos a presidência através da propaganda eleitoral no rádio e TV, ou pelos já conhecidos panfletos e cartazes, a Internet oferece várias opções de entrar em contato com seus possíveis eleitores, como as redes sociais, que ganharam fama adicional principalmente após as eleições nos Estados Unidos, onde parte da vitória do presidente Obama é creditado a sua inserção na aldeia global.



No inicio de abril, a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) foi uma das últimas entre os pré-candidatos a aderir ao Twitter e já está com 30 mil seguidores. Entre seus concorrentes, José Serra (PSDB) é o que possui mais seguidores (perto de 200 mil e que já utiliza essa rede há mais tempo), seguido de Marina Silva (PV) com quase 26 mil seguidores, e Ciro Gomes (PSB) que tem cerca de 15 mil seguidores.


Ainda é cedo para se afirmar quais as influências que essa suposta aproximação dos eleitores virtuais e como isso poderá ajudar na campanha dos pré-candidatos.

domingo, 18 de abril de 2010

Mino Carta em Salvador


Na última sexta feira, Mino Carta, jornalista e diretor de redação da Revista Carta Capital, esteve em Salvador para conceder uma palestra sobre o “partido político da mídia”. O evento foi promovido pelo grupo de estudos de comunicação e Política da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e realizado no auditório da Faculdade de Direito.

Durante a palestra Mino afirmou que, a Carta Capital, embora tenha apoiado o presidente Lula em 2002 e 2006, não deixa de ser sempre "muito crítica" com o Governo. "A revista é acusada de ser petista. E ninguém diz que o resto da mídia é totalmente partidária. Que age igual a um partido. Somos acusados não só de ser petistas, mas de trair os princípios básicos do jornalismo. Isso é um absurdo. Nós sempre deixamos clara a nossa posição.", disse.


Que a mídia é partidária, ora, quem não sabe. Não só a mídia, como qualquer instituição, parte de algum princípio que direciona seus caminhos e opiniões. O palestrante por si só move um veículo que é fruto de uma mídia politizada. O que lhe dá respaldo para criticar, e o diferencia, é a abertura com que a Carta Capital expõe o seu viés. Mino Carta é adorado por alguns e detestado por outros tantos, mas, quão bom e digno seria se toda a imprensa tratasse o seu leitor com tal, digamos, respeito.

O jornalista expôs suas opiniões em relação à mídia, a política e a sociedade de forma clara e veemente, semelhante ao que nos é transmitido em cada exemplar de sua revista. Para ele, a verdadeira alma das pessoas que desejam que o país avance de forma positiva é esquerdista. “A igualdade é o que caracteriza hoje a pessoa de esquerda”, reafirmou.

Mino também disse não acreditar na objetividade jornalística. E foi enfático no seus discurso: "isso é uma grande balela. Eu sou subjetivo. O que o jornalista tem que ser é honesto, ver a verdade factual, dar voz a todos os lados. Não deve mentir e nem omitir informação alguma. Mas é preciso também do espírito crítico".

A palestra faz parte da série de seminários "A Política e a Vida na Esquina do Mundo". Além de Mino Carta, estão convidados os cientistas políticos Giuseppe Cocco (UFRJ), já agendado para 26/05, Juarez Guimarães (UFMG) e a filósofa Marilena Chaui (USP), ambos com datas em negociação.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Porto do Sol





O bairro da Barra é oriundo do Arraial do Pereira, o primeiro núcleo de povoação da cidade de Salvador. E daquela época guarda uma característica marcante que quatrocentos e sessenta e um anos de história não mudou: Sua localização geográfica continua única no mundo, onde é possível ver tanto o nascer quanto o por-do-sol no mar, pois ocupa o vértice da penísula em que se assenta a cidade.

Arraial do Pereira

Quando aqui chegou Thomé de Souza em 29 de março de 1549 para fundar a cidade de Salvador, já encontrou no local um arraial de dispersas casas de barro, algumas hortas, e morada do casal Catarina Paraguaçu, filha de um chefe tupinambá, e Diogo Alvarez Correa, o Caramuru, um branco que vivia entre os índios, e que seria de grande ajuda na relação entre nativos e colonizadores. Não mais encontrou o fidalgo português Francisco Pereira Coutinho, primeiro donatário da capitania hereditária da Baía de Todos os Santos que havia se instalado na região, em 1536 e fundado o Arraial conhecido como “do Pereira”, nas imediações onde hoje se situa a Ladeira e o Porto da Barra. No ano anterior conflitos entre os colonos e indígenas forçaram o donatário a abandonar a capitania, ele acabou morto numa festa antropofágica dos índios Tupinanbás, em Itaparica.

A chegada dos navegantes portugueses provocou tanto a mudança do nome do Arraial do Pereira, que passou a chamar-se Vila Velha, como a sua extinção. Por considerar sua localização vulnerável, Thomé de Souza organizou uma expedição para encontrar o local ideal onde a cidade-fortaleza deveria ser erguida. Após inspeção, escolheu o topo de uma montanha que, além de segura, oferecia visão privilegiada da baía. Onde hoje se situa a igreja de Santo Antônio da Barra, edifício de notável mérito arquitetônico, ergueu uma fortaleza, enquanto a Vila Velha, lá embaixo, foi se esvaziando até desaparecer completamente, no século XVII. Até o século XIX, a Barra permanece como um subúrbio da cidade, se tornado depois um balneário marítimo na primeira metade do século XX, e após a transformação do Caminho do Conselho na Avenida Sete, se inicia o processo de consolidação como bairro.

O Bairro

Um dos mais tradicionais e boêmios bairros de Salvador, eminentemente de classe alta, a Barra é para moradores e turistas, polo de atração com sua rede de serviços gastronômicos e hoteleiros, bem como pelas diversas opções de lazer e compras, além da beleza natural de suas praias entrelaçadas com exuberante patrimônio arquitetônico.
Cadeiras de praia e guarda-sóis pontilham a areia, trechos tranqüilos que, na maré baixa, revelam algumas piscinas naturais, e trechos de ondas mais fortes, na altura do Barravento, que atraem muitos surfistas. A praia do Farol, a primeira da orla atlântica de Salvador, situa-se entre dois expressivos monumentos da cidade: o Forte de Santo Antônio da Barra, onde está o Farol, maior cartão postal da Barra, talvez da cidade de Salvador e o Morro do Cristo que ostenta o Monumento de Jesus Cristo, uma estátua de 39 metros, esculpida em mármore branco e escuro por Pasquale de Chirico, na cidade italiana de Genova, local preferido pelos casais de namorados.

O primeiro farol de todo continente americano, foi acrescentado ao Forte de Santo Antônio da Barra no final do século XVII, ainda hoje, guia os navegantes e marca, imponente, a divisão da cidade em duas: a banhada pelas águas abertas do Oceano Atlântico, de praias agitadas e a banhada pelas águas calmas da Baía de Todos os Santos. Em frente ao farol, o Edifício Oceania (construído em 1942) é um belo exemplar da arquitetura moderna da cidade. A construção do Forte de Santo Antônio da Barra teve seu início na Vila Velha é hoje tombado pelo Patrimônio Nacional e abriga o acervo do Museu Náutico da Bahia.

Classificada em 2007 pelo site de turismo do jornal inglês The Guardian, como a terceira melhor praia do mundo, atrás apenas das Ilhas Cies na Galícia, Espanha, e da Praia do Parque Nacional Tayrona, na Colômbia. A Praia do Porto da Barra é uma pequena enseada de águas calmas e temperatura convidativa a um bom banho ou mergulho. Ladeada pelos fortes de Santa Maria, construído em uma pequena saliência entre recifes, e o São Diogo - graciosamente levantado na borda do morro de Santo Antônio, no terreno da antiga Vila Velha. No alto da entrada deste forte, vê-se o emblema do Brasil Império, o monumento comemorativo do desembarque de Tomé de Souza, a frente à Ilha de Itaparica e o mais fantástico pôr-do-sol da cidade e do mundo.

Angela Luiza Machado


Fonte: http://www.5star.com.br/

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Teatro Vila Velha promove oficinas em homenagem ao mês da dança


O Teatro Vila Velha tem se destacado como um centro de formação e preparação tanto do ator como do dançarino. E neste mês da dança o Vila promove uma programação especial que conta com três oficinas voltadas para os bailarinos e bailarinas de Salvador. A primeira delas tem como alvo o público infantil, é a oficina de Ballet para crianças, ministrada pela bailarina e professora Janahina Cavalcante. Esta oficina é gratuita e voltada para crianças com idade de 7 a 10 anos.


Para o público jovem também tem novidades, a oficina de Jazz Dance ministrada pelo professor Junior Oliveira. A oficina tem como objetivo, incentivar e estimular a pratica de jazz, rompendo barreiras preconceituosas a cerca da técnica, a qual é aliada ao ballet, dança moderna e contemporânea, trabalhando agilidade e qualificando ainda mais os movimentos dos participantes. Faixa etária: a partir de 15 anos (recomendada para estudantes de dança que já possuam habilidades técnicas).

E por último ainda tem uma surpresa voltada espcialmente para o público feminino, é a oficina de dança do ventre ministrada pela professora Gal Sarkis. A oficina tem como objetivo utilizar a dança do ventre como um canal de expressão e liberação. Gal aplica também em suas aulas todo o conhecimento de auto ajuda que vem vivenciando proporcionando as mulheres uma consciência maior sobre seus corpos físico, mental e espiritual. Faixa etária: a partir de 15 anos.

As aulas acontecem no Teatro Vila Velha, na Sala João Augusto. As inscrições devem ser feitas no próprio teatro das 14 às 17h. O telefone para contato é: 71 3083-4600.


Sarah Corral